Organizar o haras é muito mais do que alimentar e treinar cavalos. Digo isso porque, em minha experiência, cada detalhe da rotina faz diferença no bem-estar dos animais e na sustentabilidade da fazenda. O manejo de esterco e a compostagem, apesar de não serem os assuntos mais glamorosos, trazem resultados práticos e fundamentais para a saúde do haras. Neste artigo, compartilho como vejo esse processo, trazendo dados, estudos e dicas para quem busca evoluir a gestão com soluções acessíveis, como a que a Seu haras propõe para a vida do criador.
Por que o manejo de esterco é uma prioridade?
Cuidar do esterco dos cavalos é uma responsabilidade diária. Já presenciei problemas sérios em fazendas que tratavam o esterco como “resto”. O resultado? Mau cheiro, proliferação de insetos, risco de doenças e prejuízos ambientais. O manejo correto do esterco reduz riscos sanitários e potencializa a utilização de um recurso natural valioso. A compostagem transforma um passivo em ativo, gerando adubo que melhora as pastagens e reduz custos com fertilizantes.
Como organizar o manejo de esterco no haras
O manejo eficiente começa com um bom planejamento. Cada haras tem seu ritmo, mas percebo que, ao seguir algumas etapas, tudo fica mais simples:
- Coleta diária: O recolhimento deve ser feito todos os dias, especialmente nas baias e áreas de exercício dos animais.
- Separação de resíduos: Só utilizar matéria seca e orgânica, evitando misturar resíduos plásticos ou químicos.
- Transporte e armazenamento: Levar o esterco até uma área de compostagem, pensada para evitar contaminações do solo.
- Controle de umidade: Fundamental para que o material se decomponha corretamente.
- Manutenção dos registros: Aqui que soluções como a Seu haras brilham, já que permitem registrar quantidades, datas e status das composteiras pelo WhatsApp, facilitando auditorias e organização.
A rotina de manejo bem-feita evita surpresas e garante pastos mais verdes.

Compostagem: como transformar esterco em adubo?
É nesse ponto que vejo a mudança acontecer. A compostagem não só resolve o “problema” do esterco, mas cria um ciclo virtuoso. Segundo estudos do Instituto Federal Catarinense, ao criar uma pilha de compostagem, deve-se começar com 30 a 40 cm de profundidade. Isso mantém o calor abaixo da superfície, promovendo a fermentação e a transformação da água em vapor (dados do IFC).
Em meus acompanhamentos, sigo um passo a passo que nunca falha:
- Montar as leiras/alinhamentos de esterco em local protegido da chuva;
- Cobrir com palha, serragem ou capim, criando camadas alternadas;
- Virar a pilha a cada 15 dias para permitir aeração e evitar compactação;
- Controlar a umidade: “aperto do punho”: deve ficar úmido, mas não escorrendo água;
- Acompanhar o aquecimento da pilha com um termômetro de solo;
- Entre 60 e 120 dias, o composto já está pronto para uso nos piquetes e jardins.
A compostagem elimina ovos de parasitas, sementes de plantas invasoras e patógenos, dando ainda mais segurança na adubação.
Principais benefícios de compostar no haras
Nem todo mundo percebe, mas o adubo orgânico produzido é valioso. Eu já vi haras reduzirem despesas com fertilizantes minerais só ao aplicar o próprio composto nas pastagens.
Menos custos. Mais vida no solo.
- Melhora a estrutura física do solo, tornando-o mais solto e fértil
- Reduz a erosão e a compactação
- Diminui acúmulo de resíduos e maus odores nas instalações
- Ajuda a controlar insetos e parasitas, uma dica que aprendi com muitos criadores experientes
- Pode ser vendido ou trocado como adubo com fazendas próximas, aumentando as receitas
Além disso, ao integrar dados do manejo com aplicativos como a Seu haras, o criador pode demonstrar sustentabilidade e boa gestão, algo cada vez mais valorizado.
Cuidados ambientais e legislação
Já vi gente ignorar normas ambientais e enfrentar multas ou restrições sérias depois. O correto manejo do esterco impede contaminação de nascentes, lençóis freáticos e áreas de proteção. Em regiões com muita chuva, sugiro construir composteiras cobertas, evitando lixiviação dos nutrientes para córregos e plantações vizinhas.
A legislação brasileira exige o correto armazenamento e disposição do esterco, principalmente em propriedades próximas a recursos hídricos. Vale a pena consultar sempre a legislação local e registrar processos, facilitando eventuais fiscalizações.
Logística: transporte, uso e economia
Muita gente pergunta: “Até onde vale transportar esterco para uso na agricultura?” Um estudo da Epagri mostra que, com 3% de matéria seca, transportar o esterco faz sentido econômico só até 30 km. Com 6% de matéria seca, o alcance pode ir até 84 km e ampliar muito a área de uso do adubo (pesquisa da Epagri).

Esses dados mostram que, quanto mais seco e concentrado estiver o composto, mais ele pode ser aproveitado em regiões vizinhas, não apenas na fazenda. Já presenciei casos em que fazendas estabelecem parcerias com agricultores próximos, trocando adubo por volumosos, criando uma rede sustentável e eficiente de recursos.
Como integrar tecnologia ao manejo?
Hoje vejo criadores buscando facilidade e controle em todas as etapas do haras. A Seu haras oferece uma experiência prática, onde o acompanhamento do manejo e até lembretes para virar a composteira chegam direto pelo WhatsApp. Assim, ninguém esquece tarefas fundamentais e todos os dados ficam organizados à mão para quando for preciso demonstrar responsabilidade ambiental ou comprovar práticas sustentáveis.
Automação simples, resultado na rotina.
Conclusão
Adotar práticas modernas no manejo de esterco e compostagem traz impactos positivos para o ambiente, a qualidade de vida dos animais e o bolso do criador. Com o controle adequado, registro das atividades e apoio de tecnologia acessível como a Seu haras, qualquer haras pode dar um passo à frente na gestão inteligente.
Se você quer organizar melhor sua rotina, gerar adubo para as pastagens e ainda contribuir para um haras mais sustentável, vale conhecer as soluções que a Seu haras oferece. Experimente simplificar sua gestão e colha os frutos de um ambiente mais saudável e produtivo!
Perguntas frequentes sobre manejo de esterco e compostagem
O que é manejo de esterco?
O manejo de esterco é o conjunto de práticas para coletar, transportar, armazenar e dar destino correto aos dejetos produzidos pelos cavalos no haras. O objetivo é minimizar impactos ambientais, evitar riscos à saúde dos animais e das pessoas, e transformar o esterco em recurso útil como composto orgânico.
Como fazer a compostagem no haras?
Para compostar o esterco no haras, reúna o material coletado em pilhas, intercalando camadas de esterco com palha ou serragem. Mantenha a pilha úmida, mas não encharcada, e remexa-a a cada 15 dias para garantir boa aeração. O processo leva de dois a quatro meses, dependendo do clima e da manutenção. É fundamental controlar a temperatura, que deve se manter entre 45 e 50°C para quebrar matéria orgânica e eliminar parasitas.
Quais os benefícios da compostagem?
A compostagem reduz o volume de resíduos, elimina odores e melhora a higiene do haras. O composto produzido é usado como adubo, valorizando o solo e economizando na compra de fertilizantes. Também diminui pragas e o risco de contaminação ambiental. Transforma um problema em solução, fortalecendo toda a produção do haras.
Quanto custa iniciar a compostagem?
O investimento para começar a compostagem no haras é acessível: normalmente requer uma área coberta, ferramentas simples (como enxadas e pás) e materiais como palha ou serragem. Dependendo do tamanho do haras, pode-se adaptar a estrutura sem grandes gastos. O retorno aparece na economia com fertilizantes e na valorização ambiental da propriedade.
Onde vender o composto produzido?
O composto pode ser vendido para fazendas vizinhas, agricultores familiares e até para jardins urbanos buscando adubo orgânico. Em algumas regiões, cooperativas agrícolas e feiras aceitam esse produto. Ao manter controle de produção, por exemplo, usando as ferramentas como a Seu haras —, fica mais fácil negociar, comprovar a qualidade e ampliar o mercado para o adubo produzido.