Gerenciar uma pastagem saudável para cavalos requer olhar para além do que vemos na superfície. Sempre acreditei que o segredo está debaixo da terra, e percebi isso na prática, acompanhando criadores experientes e apoiando haras de diferentes portes. Ao lado da tecnologia e de projetos como a Seu haras, ficou ainda mais fácil organizar dados sobre o solo e garantir pasto de qualidade, e, claro, animais mais saudáveis e produtivos.
Por que a análise do solo faz tanta diferença?
Quando penso nos desafios para manter pastagens equinas em alto padrão, lembro rapidamente dos impactos econômicos do solo bem manejado. Um número que sempre uso para mostrar isso vem de um relatório do Ministério da Agricultura e Pecuária: recuperar solos degradados aumentou em R$ 17 bilhões o PIB brasileiro em apenas oito anos. Quero dizer, isso mostra quanto o solo influencia todo o sistema produtivo.
O equilíbrio do solo é o passo mais silencioso, e valioso, para pastos saudáveis.
Para haras que dependem de pastagens para alimentar seus animais, a análise de solo não é apenas um “plus” técnico. Ela representa a base para decisões práticas no dia a dia, como adubação, correção da acidez e planejamento da rotação de pastos. Saber o que seu solo precisa é o jeito mais seguro de garantir forragem abundante e nutritiva, sem desperdício de recursos e sem surpresas negativas para o gado.
Principais parâmetros para análise de solo em pastagens equinas
No início, eu achava que qualquer exame básico já resolvia. Mas aprendi, e vi na prática, que algumas análises são fundamentais para o sucesso do pasto, principalmente em áreas criadas para equinos.
- pH: É a medida da acidez ou alcalinidade. Cavalos sentem na pele (e na boca) o impacto do solo ácido demais, que limita nutrientes e reduz a produção de capim de qualidade.
- Matéria orgânica: Indica fertilidade geral e a capacidade de retenção de água e nutrientes.
- Níveis de macro e micronutrientes: Fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, cobre, zinco, entre outros.
- Capacidade de troca de cátions (CTC): Mostra o quanto o solo consegue reter e liberar nutrientes.
- Textura do solo: Areia, silte e argila influenciam drenagem, compactação e crescimento da raiz.
- Presença de alumínio trocável: O excesso é tóxico para plantas, ainda mais para gramíneas forrageiras consumidas por cavalos.
Esses parâmetros compõem o “retrato” do solo. Com eles, eu vejo onde investir: corrigir pH, indicar fertilizante ou repensar o manejo. É exatamente esse tipo de dado que, usando a Seu haras, pode ser guardado e consultado facilmente pelo WhatsApp sempre que for preciso revisar as recomendações.
Como cada parâmetro afeta a produtividade do pasto?
Pouca gente se dá conta, mas um solo acidificado, com pH abaixo de 5,5, por exemplo, pode impedir o desenvolvimento das gramíneas preferidas dos cavalos. Nessas situações, a calagem costuma ser a saída, baseada em análise detalhada. O mesmo vale para a deficiência de fósforo, muito comum nos Cerrados, o que limita o crescimento e o valor nutricional da forragem.

No caso do potássio e magnésio, eles são vitais para o metabolismo das plantas e, por consequência, para a saúde dos equinos, que dependem de capim rico nesses elementos. Já vi pastagens com solo arenoso, por exemplo, onde a drenagem é rápida demais: o capim cresce pouco e resseca no verão.
Outro ponto que sempre ressalto: quando o solo apresenta boa matéria orgânica, há mais vida e nutrição para as plantas, menos erosão e maior resiliência contra pisoteio intenso dos animais. Inclusive, pesquisas publicadas na revista Science, com a colaboração do INMA, reforçam que o monitoramento dos parâmetros do solo em regiões áridas evita a degradação e perda de bens ecossistêmicos, principalmente sob pressão de pastejo intenso e clima quente (confira a pesquisa).
Qual a relação com saúde animal e sustentabilidade?
O impacto vai além do crescimento do pasto. Percebi, acompanhando projetos sustentáveis, que um solo equilibrado reduz a necessidade de correções químicas repetidas, o que diminui custos ao longo do tempo. Mais que isso, a saúde dos cavalos melhora, menos problemas digestivos, maior capacidade de ganho de peso saudável e um sistema imune mais forte.
Também já testemunhei como o manejo correto do solo pode diminuir as emissões de gases de efeito estufa, já que solos vivos e menos revolvidos sequestram mais carbono e evitam erosão. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação reforça que a análise dos parâmetros do solo é um dos caminhos para pequenas propriedades implementarem práticas que reduzem essas emissões, colocando o produtor no mapa das soluções ambientais.
Pastagem fértil sustenta cavalos saudáveis e o meio ambiente.
Como coletar e acompanhar as análises?
No começo, confesso que sentia receio em coletar amostras de solo, será que faria direito? Felizmente, aprendi cedo que o segredo está na regularidade e no método:
- Separar áreas do pasto que possuem histórico e uso semelhantes.
- Coletar amostras de 10 a 20 pontos, misturar e formar uma “amostra composta”.
- Evitar áreas próximas a bebedouros, cochos ou locais onde os cavalos urinam frequentemente.
Depois de enviar para o laboratório, basta organizar os resultados com a ajuda de plataformas como a Seu haras para guardar laudos e históricos. Isso simplifica a rotina, porque os lembretes para novas coletas chegam no celular, tornando todo o processo muito mais fluido.

Quando repetir as análises?
O intervalo pode variar conforme o clima e o tipo de solo, mas costumo recomendar aos criadores de haras repetir a análise de solo a cada dois ou três anos, em geral antes do período de plantio ou reforma do pasto. Em regiões muito arenosas ou onde há adubação frequente, melhor reduzir esse prazo.
O Ministério da Agricultura e Pecuária comprovou que propriedades no sul do país aumentaram em 40% sua produção de leite ao basear o planejamento forrageiro na análise de solo. Não tenho dúvidas, por experiência, de que quem trabalha com equinos também sente esse efeito positivo ao adotar esse cuidado.
O papel da tecnologia no acompanhamento dos resultados
Guardar dados em fichas de papel já ficou no passado. Agora, salvo tudo no WhatsApp, facilitando consultas rápidas sempre que preciso ajustar a adubação ou tirar dúvidas com o agrônomo. A Seu haras foi desenhada para justamente organizar informações como laudos, mapas de coleta e lembretes de novas análises, tudo no celular, e acho que isso aproxima o criador da boa gestão rural, sem complicação.
Gestão simples é o melhor caminho para pastagens fortes.
Conclusão
Em todos esses anos aconselhando criadores, pude ver que um pasto bem nutrido e equilibrado começa, obrigatoriamente, com uma análise de solo detalhada. Seguir esse processo, armazenar os dados e realizar os ajustes periódicos colaboram para saúde dos cavalos, proteção ambiental e sustentabilidade da fazenda. Se você ainda não faz a análise com frequência ou sente dificuldade para organizar as informações, experimente integrar tecnologia ao manejo da sua propriedade. Conheça a Seu haras e veja como transformar a gestão do solo pode ser muito mais prática e conectada à sua rotina.
Perguntas frequentes sobre análise de solo para pastagens
O que é análise de solo para pastagem?
A análise de solo para pastagem é um exame laboratorial que identifica os nutrientes disponíveis, pH, matéria orgânica, textura e outros fatores do solo. Ela serve para guiar o manejo correto, apontando quanto e quais fertilizantes aplicar para melhorar o crescimento das forrageiras utilizadas na alimentação dos animais.
Quais parâmetros são mais importantes analisar?
Os principais parâmetros são pH, matéria orgânica, teor de macro e micronutrientes (como fósforo, potássio, cálcio, magnésio, zinco e cobre), capacidade de troca de cátions, textura do solo e presença de alumínio trocável. Cada um impacta diretamente o desenvolvimento da forragem e a saúde dos cavalos.
Como coletar amostras de solo corretamente?
Recomendo dividir as áreas em setores uniformes, coletar entre 10 e 20 pontos distribuídos, misturar e formar uma amostra composta para cada setor. Utilize ferramentas limpas e evite regiões próximas a cochos, bebedouros e caminhos de pisoteio intenso.
Com que frequência devo analisar o solo?
A frequência de análise sugerida é a cada dois a três anos. Se houver solos arenosos, uso intenso ou mudanças no manejo, o ideal é reduzir esse intervalo para manter o controle mais próximo e ajustar o manejo rapidamente.
Qual o custo médio da análise de solo?
O investimento varia conforme o tipo de análise e laboratório. Para a maioria das situações, a análise básica tem custo acessível, geralmente entre R$ 50 e R$ 120 por amostra. Embora alguns exames específicos sejam mais caros, esse valor costuma ser pequeno frente aos benefícios na produção e redução do desperdício de insumos.