Com mais de vinte anos acompanhando o dia a dia de haras e pequenos criadores, eu sei bem como um simples problema no casco pode virar um transtorno. Muitas vezes, a rotina e a quantidade de animais dificultam perceber sinais discretos de dor, principalmente quando se trata de abscessos. Vou contar aqui, de forma clara e objetiva, o que mais causa abscessos nos cascos de cavalos e a melhor forma de lidar com essa situação, trazendo dicas valiosas para quem, como eu, acredita no controle do haras, seja com cadernos ou soluções como a Seu haras, que tanto contribuem nessa rotina.
Entendendo o que é um abscesso no casco
Quando conversei pela primeira vez com um veterinário especializado, aprendi que abscessos são “bolsas” cheias de pus formadas devido à infecção, normalmente localizadas entre a sola e a parede do casco ou no interior. O resultado é visível: dor, claudicação súbita e, se não tratado, riscos maiores à saúde do cavalo.
Sim, um pequeno ferimento pode gerar muita dor.
Na prática, até um animal resistente deixa claro que algo está errado: relutância em apoiar o casco, repentino aumento de calor na região e, em casos avançados, até pus saindo por rachaduras.
As principais causas dos abscessos nos cascos
Em minha experiência, garantir um ambiente limpo e propício é indispensável para evitar abscessos, mas alguns fatores tornam o problema mais comum. A seguir, detalho as principais causas:
- Penetração de corpos estranhos: Pedrinhas, lascas de madeira ou arames são frequentemente encontrados grudados e perfuram facilmente a sola do casco, principalmente em áreas não vistoriadas com frequência.
- Fendas e trincas: Sabe aquelas rachaduras pequenas que parecem inofensivas? Elas servem como porta de entrada para microrganismos.
- Ambientes úmidos ou lamaçais: Quando chove muito e o solo permanece encharcado, o casco fica mais sensível, facilitando fissuras e a entrada de bactérias.
- Ferrageamento ou casqueamento malfeitos: Um corte profundo ou um prego mal encaixado são riscos sérios. Mesmo com profissionais experientes, acidentes acontecem.
- Mau estado dos currais e piquetes: Pregos expostos, entulhos ou restos de arames passam despercebidos em rotinas corridas, favorecendo perfurações acidentais.
Em um haras bem organizado, com registros atualizados (como gosto de manter usando a plataforma Seu haras), percebo que a identificação de riscos no ambiente e no manejo é mais fácil. Quando tudo está documentado, pequenos desvios não passam em branco.
Como identificar um abscesso no casco?
A rapidez na detecção faz toda diferença. Quem já viu um cavalo mancando subitamente sabe o quanto é importante não deixar para depois. Veja os principais sinais:
- Claudicação repentina, geralmente sem outro motivo aparente
- Calor intenso no casco afetado
- Inchaço na coroa do casco
- Sensibilidade aumentada ao toque
- Eventual exsudação de pus (casos mais avançados)
Eu sempre reforço: uma checagem diária, mesmo simples, permite perceber cedo algo fora do normal. Já evitei abscessos maiores apenas porque notei um animal mais quieto, com postura alterada ao caminhar.

Tratamento dos abscessos: resolvendo o problema
A maioria dos abscessos se resolve bem se tratada com rapidez. No entanto, é preciso coragem para lidar: seguir o passo a passo certo faz toda diferença.
Abertura e drenagem
Assim que o abscesso for identificado, a prioridade é garantir a drenagem. Isso elimina o acúmulo de pus e alivia a pressão, além de praticamente acabar com a dor imediatamente. Recomendo que esse procedimento seja sempre feito por um profissional veterinário ou um ferrador experiente.
- Localize a área mais sensível e quente.
- Limpe o casco cuidadosamente com água e sabão neutro.
- Com instrumentos próprios, faça a abertura, permitindo que o pus saia.
- Lave a região com soro fisiológico ou solução antisséptica, sempre com cuidado.
Já presenciei casos em que a abertura do abscesso trouxe um alívio quase imediato ao cavalo. Mas reforço: é preciso critério e experiência para não causar mais danos.
Curas e proteção após o procedimento
Depois de drenar um abscesso, o casco deve ser protegido para evitar novas contaminações. Um curativo apropriado, trocado regularmente, é importante. Também gosto de usar soluções específicas recomendadas por profissionais. O animal deve permanecer em local limpo e seco até completa recuperação.
- Lave o local diariamente
- Troque os curativos conforme orientação
- Monitore sinais de melhora (redução da dor e do calor, cicatrização)
Utilizar registros para acompanhar o progresso acelera decisões. Com a seleção de alertas automáticos do Seu haras, por exemplo, sempre que programei um tratamento, nunca deixei passar o momento certo da troca de curativo ou medicação.
Antibióticos e anti-inflamatórios
Nem sempre eles são necessários, mas, quando recomendados pelo médico veterinário, devem ser administrados rigorosamente conforme orientação. Automedicação nunca é segura. A dose ideal, o tipo de medicamento e o tempo variam conforme cada caso.

Como prevenir novos abscessos no seu haras?
Prevenir é sempre mais simples e barato do que remediar. Eu costumo manter os seguintes hábitos no dia a dia:
- Inspeção dos cascos todos os dias, de preferência nos horários em que os animais retornam dos piquetes
- Ambiente sempre limpo, sem resíduos de madeira, pregos, arames ou pedras soltas
- Solo dos currais e piquetes com boa drenagem, evitando acúmulo de água
- Corte e nivelamento regular dos cascos, feito por profissionais de confiança
- Registros detalhados de cada animal e notificação rápida de qualquer problema suspeito
Além disso, aplicar o controle das tarefas diárias, como a Seu haras oferece, garante que nenhuma revisão de animal fique esquecida, mesmo em meio a tantas demandas que um haras impõe diariamente.
Conclusão
Cuidar dos cascos dos cavalos é parte fundamental do manejo e traz inúmeros benefícios, desde evitar perdas por imobilização até manter o bem-estar do plantel. Abscessos podem parecer simples à primeira vista, mas exigem atenção, diagnóstico rápido e tratamento apropriado. Eu sempre defendo o registro de todas as ocorrências no haras, porque só assim cada mudança de comportamento ou necessidade de cuidado é tratada a tempo.
Se você ainda não experimentou automatizar registros e lembretes de tratamentos, a Seu haras pode ser uma aliada indispensável. Teste nossa assistente de IA no WhatsApp e ganhe em controle, organização e tranquilidade na rotina do seu haras.
Perguntas frequentes sobre abscessos nos cascos
O que é um abscesso no casco?
Um abscesso no casco é uma infecção que acontece dentro do casco do cavalo, formando uma bolsa de pus e causando dor intensa e claudicação.
Quais são as causas mais comuns?
As causas mais comuns incluem penetração de objetos estranhos, pequenas rachaduras por onde entram bactérias, ambiente úmido, falhas no casqueamento ou ferrageamento e presença de materiais contaminantes como arames ou cacos nos piquetes.
Como tratar abscessos nos cascos?
O tratamento é baseado na drenagem do pus por um profissional capacitado, limpeza rigorosa, proteção com curativos e, se indicado, o uso de antibióticos e anti-inflamatórios sempre sob prescrição veterinária.
Quando devo chamar um veterinário?
Sempre que observar dor intensa, pus, odor forte, claudicação severa ou se não sentir segurança para realizar qualquer etapa do procedimento, chame um veterinário imediatamente.
Abscesso no casco é contagioso?
Não, o abscesso no casco não é contagioso, pois se trata de uma infecção localizada que não passa de um animal para outro.