Ao longo dos anos trabalhando com criadores e cavaleiros, percebi que nada tira mais o sono de quem cuida de cavalos do que as primeiras semanas de vida dos potros. A fragilidade dos recém-nascidos exige atenção constante, já que pequenas falhas podem ter consequências graves. Pensando nisso, quero compartilhar de forma clara as causas mais frequentes de mortalidade em potros e o que pode ser feito para diminuir esses riscos, trazendo dicas que eu aplico, e recomendo, no dia a dia do haras. Assim, quem usa soluções como a Seu haras pode unir tecnologia e cuidado para manter os animais mais seguros.
Entendendo a mortalidade nos primeiros meses
Os potros enfrentam uma fase delicada logo após o nascimento. O sistema imunológico ainda está se desenvolvendo e há muitos desafios ambientais. Segundo um importante estudo da Universidade Federal de Pelotas, a diarreia está entre os maiores problemas em potros nos primeiros seis meses, o que causa prejuízos e pode afetar o crescimento do animal. Mas a mortalidade é resultado de um somatório de fatores, e cada haras deve mapear suas principais ocorrências.
“Prevenção começa com observação cuidadosa.”
Eu mesmo já vi casos que poderiam ser revertidos apenas com um olhar atento e ação rápida. Por isso, listar as causas e combater cada uma é tarefa diária de quem busca garantir a sobrevivência dos potros.
Principais causas de mortalidade em potros
A seguir, destaco os fatores que mais presencio como ameaças à vida dos potrillos nos primeiros dias e meses:
- Infecções neonatais: Sepse, pneumonia e infecções umbilicais são comuns porque o sistema imune do potro ainda é pouco eficiente logo após o parto. Essas enfermidades geralmente começam com sintomas sutis, mas evoluem rapidamente.
- Diarreia: Como mostrado nos estudos da UFPel, a diarreia é responsável por um número considerável de perdas, principalmente quando associada à desidratação. Diversos agentes como bactérias (E. coli, Salmonella), vírus e parasitas podem estar envolvidos, e a higiene precária intensifica o risco.
- Falha na transferência de imunidade: Os potros dependem do colostro para adquirir anticorpos. Se não mamarem logo nas primeiras horas, ficam vulneráveis. Já presenciei haras perderem potros por acharem que a mãe estava amamentando, mas na verdade o leite não estava sendo transferido.
- Complicações do parto: Dificuldades como distocia, placenta retida e traumas durante o nascimento aumentam a chance de mortalidade precoce, principalmente se o atendimento não for imediato.
- Malformações congênitas e doenças metabólicas: Algumas fatalidades ocorrem por questões genéticas ou problemas como a anemia infecciosa em áreas endêmicas.
- Desnutrição e manejo inadequado: Potros subalimentados ou mantidos em ambientes inseguros têm menos chance de sobreviver. Ambientes lotados ou exposição a mudanças bruscas de temperatura agravam o quadro.

Como prevenir as principais causas
Quem lida com haras sabe que não existe segredo: é preciso disciplina e rotina. Trago aqui alguns cuidados que, na prática, fazem diferença. Uso listas de tarefas automatizadas no WhatsApp através da Seu haras, o que reduz esquecimentos e agiliza o registro dos cuidados com cada animal.
Garantir boa ingestão de colostro
Nas primeiras horas após o parto, fico de olho para conferir se o potro está mamando corretamente. Caso haja alguma dúvida, peço para coletar e avaliar o colostro, medindo inclusive a densidade. Se precisar, administro colostro de outra égua ou uso suplementos, evitando a falha de transferência de imunidade.
Controle de infecções
Mantenho umbigo seco e limpo, usando antisséptico recomendado por veterinário. Redobro a higiene em piquetes e maternidade, evitando excesso de animais juntos. E só manipulo potros após higienizar as mãos, reduzindo infecções neonatais.
Prevenção da diarreia
Além da limpeza dos bebedouros, alimento a égua com ração de boa procedência e verifico periodicamente o estado das fezes do potro. Casos de diarreia devem ser tratados rapidamente, sempre hidratando com soro oral ou intravenoso conforme a orientação do veterinário. Procuro me guiar pelo estudo da Universidade Federal de Pelotas para escolher os protocolos mais adequados e entender quais fatores ambientais podem aumentar o risco.
Controle do ambiente
Mantenho áreas de parto protegidas, bem ventiladas e afastadas de adultos doentes. O piquete não deve acumular lama ou sujeira. Alterno potreiros para evitar contaminação por agentes infecciosos. Nas épocas de chuva e frio, redobro a atenção: abrigos secos fazem diferença.

Manter acompanhamento veterinário e registros
Faço exames regulares, como hemogramas para avaliar saúde geral e dosagem de imunoglobulinas para ter certeza da transferência de imunidade do colostro. Registro tudo usando o sistema da Seu haras, o que permite lembrar datas de vermifugação, vacina e visitas agendadas. Isso traz tranquilidade e consistência ao manejo.
Como a tecnologia pode ajudar?
Noto diariamente o quanto a tecnologia facilita o controle de todas essas rotinas. Com a Seu haras, por exemplo, é possível saber se algum potro ficou sem ser avaliado, receber lembretes de cada tarefa do protocolo neonatal e compartilhar rapidamente as informações com o veterinário. Com isso, a equipe do haras age com rapidez, evitando descuidos e perdas evitáveis.
Cuidar bem exige informação, dedicação e registros confiáveis.
Para cada nova geração de potros, decido não apostar na sorte. Prefiro criar sistemas simples, como planilhas ou grupos de WhatsApp alimentados diariamente, para reduzir erros e aumentar o tempo de resposta.
Conclusão
Na minha experiência, é possível reduzir drasticamente a mortalidade de potros quando se unem observação, ciência e ferramentas práticas como a Seu haras para organizar o que realmente importa: o bem-estar dos animais. Não existe fórmula mágica, mas investir em prevenção transforma o futuro do haras. Se você quer dar mais segurança ao seu plantel e tornar a rotina mais leve, vale conhecer e experimentar soluções tecnológicas que fazem a diferença, como a proposta que apresento aqui. O cuidado começa na rotina, mas é potenciado quando temos suporte inteligente ao nosso lado.
Perguntas frequentes
Quais as principais causas de morte em potros?
As principais causas de mortalidade em potros incluem infecções neonatais (como sepse e infecções umbilicais), diarreia causada por agentes infecciosos, falha na ingestão de colostro, complicações no parto e manejo inadequado do ambiente e da alimentação.
Como prevenir doenças em potros recém-nascidos?
Para prevenir doenças, garanta a ingestão rápida de colostro nas primeiras horas de vida, higiene rigorosa do umbigo e do ambiente, acompanhamento veterinário frequente e isolamento dos potros de adultos doentes. Monitorar diariamente e agir ao menor sinal de alteração é decisivo para evitar complicações.
Quais vacinas são indicadas para potros?
As vacinas indicadas devem ser recomendadas por um veterinário de acordo com a região e histórico da égua. Normalmente, incluem imunização contra tétano, influenza, encefalomielite e raiva. A vacinação inicia conforme o protocolo indicado pelo profissional, respeitando o tempo de transferência da imunidade materna.
Quando chamar o veterinário para potros doentes?
Deve-se chamar o veterinário sempre que o potro apresentar diarreia persistente, fraqueza, falta de interesse em mamar, febre, secreção pelo umbigo ou alterações respiratórias. Atendimentos rápidos são fundamentais para salvar vidas nessa fase tão sensível.
O que fazer se o potro parar de mamar?
Se o potro parar de mamar, ofereça soro oral imediatamente e observe por sinais de fraqueza. Aja rápido, pois a ausência de colostro compromete a imunidade. Nesse cenário, a orientação veterinária é urgente para evitar desidratação e perda de peso.